Trusting my power

Story in english

Today I danced with Tereza the “Praise to Oxum” in the living room and I felt my heart fill with love, I felt a deep joy. I hold myself in my arms, I hold my daughter in my arms. I felt the room here at home where I gave birth to Tereza and to myself as a mother. I remembered that day. I was 39 weeks pregnant, dealing with anxiety, because I was afraid of passing 40 weeks. Then that last week I started to follow the advice of Natália, one of the midwives who accompanied me. I put myself at ease.

On Saturday I made a lentil pie, Guinho and I watched series and a movie, we made sweet love and went to sleep. I woke up close to midnight, feeling some pressure in the sacrum. I asked Guinho for a massage. I got up: 1, 2, 3 … go!

História em português

Hoje dancei com Tereza a “Louvação a Oxum” na sala de casa e senti meu coração se encher de amorosidade, senti uma alegria profunda. Eu me tenho nos braços, eu tenho a minha filha nos braços. Senti a sala aqui de casa onde pari a Tereza e me pari como mãe. Fiz memória daquele dia. Estava de 39 semanas, trabalhando a ansiedade, porque tinha receio de passar das 40. Daí naquela derradeira semana comecei a seguir os conselhos da Natália, uma das parteiras que me acompanharam. Desencanei. 

No sábado fiz torta de lentilhas, Guinho e eu assistimos séries e um filme, fizemos amor bem gostoso e fomos dormir. Acordei quase meia noite, sentindo uma pressão no sacro. Pedi para o Guinho fazer uma massagem. Levantei: 1, 2, 3… valendo!

The pressure increased, I started to vocalize, and I realized that I was in labor. Guinho called the midwives and my doula Pâmela. We went to shower, and I started to throw up. It was my body that started to cleanse itself for Tereza to pass.

Before the bath, I produced a super strong smell of sweat. Yeah … the hormones were in an uproar.

I put on a white top and a loose-fitting shirt, started to move, sat on the ball. Guinho and my brother started to organize the house. I remembered the lessons learned in the course “From pain to pleasure”, imagining contraction as a wave and not resisting it… opening my mouth wide and vocalizing, since the throat channel is connected to the uterus and would give me more relief.

A pressão aumentou, comecei a vocalizar, e saquei que estava em trabalho de parto. Guinho ligou para as parteiras e para minha doula Pâmela. Fomos tomar banho e eu comecei a vomitar. Era meu corpo que começava a se limpar para a Tereza passar. 

Antes do banho, eu produzi um cheiro super forte de suor. É… os hormônios estavam em polvorosa. 

Coloquei um top branco e um camisão leve, comecei a me movimentar, sentei na bola. O Guinho e o meu irmão começaram a organizar a casa. Lembrei dos aprendizados do curso “Da dor ao prazer”, de imaginar a contração como uma onda e de não resistir a ela… de abrir bem a minha boca e vocalizar, já que o canal da garganta é ligado ao útero e me daria mais alívio.

Cláudia prepared for her birth with Pain to Power's Pleasurable Birth Essentials

You can have the same confidence, strength and pleasure too!

Profound freedom

I had an experience of profound freedom during my labor. I vocalized, grunted, screamed, sang, pooed, peed, threw myself, napped, kissed on the mouth. I did what I wanted, without worrying about what they were looking at. Everything I did was very different from what I usually do. I connected myself with the wild woman that I am. She broke out, she broke free.

Mayara, the other midwife, suggested that I had some contact with water. Then my brother and Guinho filled the pool. A detail: my brother put water so hot that the plastic pool deflated a little, but it didn’t puncture. In the water the contractions were lighter. I had moments of great relaxation. Ah, I skipped a part … before that, I thought I was going to give birth on the stool. It was almost 5 a.m. and I had already reached 10 cms dilation, but it was a false alarm. Soon after Mayara arrived. I think Tereza waited for her to be born.

Profunda liberdade

Tive uma experiência de profunda liberdade durante meu trabalho de parto. Vocalizei, grunhei, gritei, cantei, fiz coco, xixi, me joguei, cochilei, beijei na boca. Fiz o que desejei, sem me preocupar com o que estavam olhando. Tudo muito diferente do que eu costumo fazer. Eu me conectei com a mulher selvagem que eu sou. Ela saiu, se libertou. 

Mayara, a outra parteira, sugeriu que eu fosse um pouco para a água. Meu irmão e o Guinho encheram a piscina. Detalhe: meu irmão colocou água tão quente que murchou o plástico, mas não furou. Na água as contrações eram mais leves. Tive momentos de muito relaxamento. Ah, pulei uma parte… antes disso, achei que fosse parir na banqueta. Eram quase 5 da manhã e eu já tinha alcançado os 10 dedos de dilatação, mas foi alarme falso. Logo depois a Mayara chegou, acho que a Tereza esperou ela para nascer. 

Strong and Capable

Back to the water: in the pool I pushed hard, but I didn’t feel any progress. Guinho threw water on my back, Pamela threw smoke on my head, the midwives asked me to pull a fabric when I felt the contractions, but I knew that Tereza would not be born in the water. Mayara then suggested that I get out of the pool, and I when I was on hands and knees, I received a nice massage from everyone. On all fours, I felt that Tereza was going to be born. I was facing the front door, where there was an offer to Exu.

“It’s already possible to see the hair,” the midwives said. And I thought: “now I’m going to give birth to this girl”. “And that is the pushing out, Cláudia”. I felt the head coming out. I vocalized with all my strength. Natália was in front of me, with an encouraging look. Everything was fine. I was in my house, where I grew up and was raised. I was next to Guinho, my love, who supported me throughout my pregnancy and labor. I was well assisted with the midwives, the doula, my sister friends. My parents were around. My brother.

I felt strong and capable. There was little left, and after some pushing, Tereza’s little body also came out. Guinho took our daughter, took the cord ring and handed it to me. I took my big, slippery baby in my arms. I looked at her face, I smelled her smell, I cried, I cried with joy. Pamela opened the curtain in the living room and through the window I saw my parents and my brother, who were crying with emotion, happy. I already wanted to get up with the little one, but Pâmela reminded me: “wait for the placenta to be born, sister”. A little later, the placenta also left. And I thanked that “spirit-organ” that had nourished my daughter. I gave birth welcomed and supported by the forces of the Great Spirit and my ancestors, surrounded by the love of my partner, my parents, brother, sisters. Safe with the assistance of Natália, Mayara and Pâmela. I gave birth trusting my power. I accessed a part of me that I knew little about, and I liked it.

Sentia forte e capaz

Voltando à água: na piscina eu fazia muita força, mas não sentia progressão. Guinho jogava água nas minhas costas, a Pâmela jogou fumaça na minha cabeça, as parteiras pediram para eu puxar um tecido na hora em que eu sentisse as contrações, mas eu sabia que a Tereza não nasceria na água. Mayara sugeriu então que eu saísse da piscina, e eu fiquei de 4 apoios, recebi uma massagem gostosa de todos. De quatro, senti que a Tereza ia nascer. Estava virada para a porta da frente, para a oferenda de Exu. 

“Já dá para ver o cabelinho”, as parteiras diziam. E eu pensava: “agora eu vou parir essa menina”. “E essa é a força, Cláudia”. Senti sair a cabeça. Vocalizei com todas as minhas forças. A Natália estava na minha frente, com um olhar encorajador. Estava tudo bem. Estava na minha casa onde cresci e fui criada. Estava ao lado do Guinho, meu amor, que me deu apoio durante toda a gestação e no trabalho de parto. Estava bem assistida com as parteiras, a doula, minhas amigas irmãs. Meus pais estavam por perto. Meu irmão. 

Eu me sentia forte e capaz. Faltava pouco, e após algumas forças, o corpinho da Tereza também saiu. Guinho pegou a nossa filha, tirou a circular de cordão e me entregou. Peguei a minha bebê grande, escorregadia. Olhei seu rosto, senti o seu cheiro, chorei, chorei de alegria. Pâmela abriu a cortina da sala e pela janela vi meus pais e meu irmão que choravam emocionados, contentes. Eu já queria levantar com a pequena, mas a Pâmela me lembrou: “espera nascer a placenta, irmã”. Um pouco depois, ela também saiu. E eu agradeci a esse órgão-espírito que nutriu a minha filha. Pari, acolhida e amparada pelas forças do Grande Espírito e dos meus ancestrais, rodeada pelo amor do meu companheiro, dos meus pais, irmão, irmãs. Segura com a assistência da Natália, Mayara e Pâmela. Pari confiando na minha potência. Acessei uma parte de mim que eu pouco conhecia, e gostei. 

Safe and loved

Other beautiful moments of my labor: when I wrapped myself in Guinho’s arms … the way he looked at me and touched me made me feel really loved and safe. Another thing: at first, I didn’t want my mom to be home. I thought she was going to be nervous, but in the end, she didn’t go to my aunt’s house as agreed, and it was good. There was a certain moment when I asked her to bring the image of “Nossa Senhora Aparecida” to the room. The patron saint of our family. Another moment was when Ginho and I sang “Ponto da vó Maria Conga”… my brother cooking for everyone … I didn’t eat as I imagined, but I drank a lot of orange and carrot juice with honey.

Amada e segur

Outros momentos lindos do meu trabalho de parto: eu envolta nos braços do Guinho… seus olhares, toques, fizeram com que eu me sentisse muito amada e segura. Outra coisa, a princípio, eu não queria que minha mãe estivesse em casa.  Achei que ela iria ficar nervosa, mas, no fim, ela não foi para a casa da minha tia como combinado, e foi  bom. Teve uma hora, lá pelas tantas, que eu pedi para ela trazer a imagem de Nossa Senhora Aparecida para a sala. A padroeira da nossa família. Outro momento foi Ginho e eu cantando o “Ponto da vó Maria Conga”… meu irmão cozinhando para todo mundo… Eu não comi como imaginava, mas bebi muito suco de laranja com cenoura e mel. 

"I gave birth trusting my power. I accessed a part of me that I knew little about, and I liked it."

About Cláudia

Cláudia Rosalina Adão, is a Social Worker, Doula, Author and Researcher studying the care network of Black Women in the outskirts of São Paulo. In Brazil, black women suffer the most from obstetric violence and often have less education about childbirth.

The second edition of her book, “Territórios de morte: homicídio, raça e vulnerabilidade social na cidade de São Paulo” was recently published. 

@claudiarosalinaadao

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